Alça Viária

Obra na Ponte Rio Moju marcada por celeridade e segurança

A obra de reconstrução da ponte entra na reta final, para devolver a Alça Viária ao sistema de transportes do Pará

11/12/2019 09h03Atualizado há 7 meses
Por: Pietro Lima
Fonte: Ag. Pará
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A obra de reconstrução da Ponte Rio Moju já se tornou um marco nas obras públicas realizadas no Pará [Divulgação]
A obra de reconstrução da Ponte Rio Moju já se tornou um marco nas obras públicas realizadas no Pará [Divulgação]

Em inspeção às obras na Ponte Rio Moju, que integra o Complexo da Alça Viária, nesta terça-feira (10), o secretário de Estado de Transportes, Pádua Andrade, e representantes de outros órgãos, atestaram o avanço nas obras de reconstrução de dois vãos, de 134 metros, da ponte estaiada sobre o Rio Moju, em um canteiro flutuante composto de  12 balsas.

A obra também obedece a critérios de proteção ambiental. “Fiquei impressionada com a responsabilidade com a preservação do meio ambiente. A preocupação em não deixar cair entulho para prejudicar a fauna e a flora. É uma obra gigantesca, e a gente vê o mínimo, até de barulho do maquinário, que é bem menor que o habitual. Houve uma preocupação dos engenheiros da empresa, e também do governo, que supervisiona a obra para que tudo seja direcionado à preservação ambiental. Assim como não se observa grandes áreas devastadas no entorno, rio livre de restos de obras e a preservação de um cemitério bem ao lado da construção", ressaltou Tânia Jiustus, engenheira florestal e diretora do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA).

Além da atenção com o meio ambiente, a Setran reforçou a segurança para garantir a integridade dos mais de 400 operários que trabalham 24 horas na obra de reconstrução da ponte, na retirada dos escombros e das equipes que fazem a travessia de veículos por balsas e a navegação de ribeirinhos na área da construção. “Tudo é feito com muito cuidado para garantir a preservação das vidas nas operações de construção da ponte”, disse o secretário Pádua Andrade.

Reta final 

No último mês de trabalho, a obra entra na fase de instalação das aduelas (segmentos de 12 m de comprimento, partes da pista) e cabos estais (que sustentam as aduelas). Já estão  instaladas oito das 20 aduelas necessárias para religar a pista, e 16 dos 40 cabos estais da ponte. "Com a obra nesse ritmo, até  o dia 16 será alcançado o desafio da religação da ponte, e entraremos na última etapa de pavimentação da pista para entregar a obra antes do Natal, que é uma orientação do governador Helder Barbalho”, acrescentou o titular da Setran.

A obra trabalha com um canteiro de obra flutuante, onde se encontram a central de fabricação de concreto e o laboratório de controle de qualidade do concreto. O general do Exército Anísio David de Oliveira Júnior, comandante da 8ª Região Militar, disse ter ficado muito impressionado com a agilidade e capacidade de mobilização, “que foi mostrada a partir deste acidente. É uma área de interesse para o Exército, e que a gente tenha a certeza que no nosso País tem pessoas e empresas capacitadas a realizar uma mobilização e uma prontidão tão imediata como foi a obra da ponte”.

O cronograma de construção da obra continua ocorrendo em tempo recorde e deve devolver à população a normalidade do tráfego na Alça Viária na antevéspera do Natal. O coronel Hayman Souza, comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, destacou a velocidade com que a obra está sendo realizada. “Justamente porque quem está à frente desta obra são profissionais paraenses capacitados para desenvolver este tipo de trabalho. E devolver essa ponte em curto prazo para a sociedade, principalmente para quem usa a PA-150 e a Alça Viária, é um ganho também ao governo do Estado, e trará situações contundentes na área de segurança das obras daqui pra frente”, afirmou.

Pelo cronograma apresentado durante a vistoria, a obra da ponte será entregue no próximo dia 23. A ligação de uma das quatro pontes da Alça Viária, na PA-483, foi interrompida no dia 06 de abril deste ano, após o choque de uma embarcação que derrubou 268 metros da ponte.

Também acompanharam a inspeção o sub-comandante da Defesa Civil, coronel Jaime Benjó, e outros diretores do Crea-PA.

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